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Escolha o melhor combustível...

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Categoria: Notícias
Publicado em: Escrito por Jorge Reis

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Vulgares nos postos denominados de “low cost”, os combustíveis simples, ou não aditivados, estão agora ao alcance do consumidor também nos demais postos das diferentes petrolíferas a operar no mercado luso . Os preços, pelo menos a julgar pelas primeiros resultados desta mudança, não mudaram de forma substancial pelo que surge a questão: simples ou aditivados!?

Após a publicação da lei 6/2015, aprovada por unanimidade da Assembleia da República e contestada pelas diferentes petrolíferas, que determinou a obrigação para todos os pontos de abastecimento de combustível de possuírem em comercialização combustíveis simples, gasóleo e gasolina sem aditivos, a polémica surgiu entre os consumidores, instalando-se a discussão sobre a maior ou menor eficácia deste ou daquele tipo de combustível, com ou sem aditivo, no posto dito normal ou nas muitas bombas “low cost” existentes um pouco de norte a sul do país.

Logo após a aplicação daquela lei, vários estudos apareceram de imediato a apontar para as vantagens de uns em detrimentos de outros, ficando assim muitas dúvidas no ar, as quais prometem ser combatidas, afinal, pelas normais leis de mercado assentes no preço, prestação e qualidade dos combustíveis, factores que o público vai avaliando com o passar do tempo. Para já ficou mais ou menos evidente que os preços não tiveram grandes mudanças, e tudo aponta para que a nova lei não tenha grandes consequências quando analisada por esse lado da questão. Ainda assim, terá alertado o consumidor para os diferentes tipos de combustível no mercado e para qual deles deverá apontar as suas preferências no momento de encher o depósito do automóvel.

Sem pretendermos aqui apontar este ou aquele combustível a utilizar, vamos apenas dar conta de algumas das características dos produtos existentes no mercado, coisas que deverá saber sobre os combustíveis que coloca no seu veículo já que podem influenciar a prestação deste último e, afinal, ter uma influência directa na sua carteira. A gama de combustíveis no mercado, afinal, é agora mais alargada, mas tudo depende do tratamento que o combustível recebe desde a saída da destilaria até aos postos de abastecimento, nomeadamente aos aditivos que recebe, e aí está o segredo do negócio. As diferenças surgem assim na quantidade mas também na qualidade dos aditivos utilizados como melhoradores de desempenho, ficando a questão sobre a as vantagens efectivas dos mesmos.

Num estudo efectuado pela Associação para a Defesa do Consumidor (DECO) sobre esta questão dos combustíveis, uma das principais conclusões a retirar é que os combustíveis não são todos iguais. E se é verdade que a maior parte dos combustíveis comercializados em Portugal sai das refinarias da Galp, o que colocaria todos os operadores ao mesmo nível, a verdade é que até chegar ao depósito do seu veículo o combustível poderá passar por processos mais ou menos avançados de aditivação que irão impor as diferenças que depois os colocam em diferentes patamares de preço e prestação.

Em termos práticos, os combustíveis, quando aditivados, são submetidos a uma bateria de testes para que possam ser analisados e recomendados. São os resultados desses testes que apontam para a capacidade do combustível ter um papel activo na concretização de níveis menores de consumo, mas também em outras áreas tão ou mais importantes como são a protecção e manutenção dos motores, a redução de emissões poluentes ou outras.

Utilizar combustíveis aditivados permitem algumas vantagens que são influenciadas por outros factores, como a idade dos veículos, o período tempo e a regularidade que marcam o uso daqueles combustíveis e até o estilo de condução. Na verdade, para um motor novo, a sua capacidade de suporte de algumas agressões, que em circunstâncias normais são minimizadas pelos aditivos, permite que possam ter prestações idênticas com combustíveis não aditivados àquelas que apresentam caso o seu condutor opte por combustíveis com aditivos. Contudo, apostar com regularidade em gasolinas ou gasóleos dotados dos melhores aditivos resulta numa longevidade maior do motor, isto porque questões como o acumular de sedimentos no depósito, ou a capacidade de limpeza dos injectores e outras peças mais ou menos influentes na prestação e na longevidade do “coração” do automóvel, são naturalmente influenciadas pela presença dos aditivos correctos no combustível utilizado no dia-a-dia.

O peso da idade

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A grande questão na análise aos combustíveis passa então por se saber se, depois de tudo isto, é ou não importante apostar na presença de aditivos e ambas as respostas podem ser aceites, dependendo da justificação que cada um entenda por bem utilizar. O dono de um automóvel novo poderá ser levado a apostar nos combustíveis aditivados, ou nos combustíveis apelidados pelas petrolíferas como “premium”, com a ideia de que o seu veículo, por ser novo, merece o melhor “tratamento”. Este raciocínio, porém, não estando errado, poderá não estar também totalmente certo, já que também por ser novo, o motor poderá ter uma capacidade de resposta que não é afectado por um combustível menos eficaz.

Existe também, naturalmente, o outro lado da mesma moeda já que, também por ser novo e tecnologicamente mais avançado, o motor pode ser também mais “sensível” a combustíveis “deficientes” e isso resultar numa prestação menos eficaz, bem como na sua degradação mais acelerada. Por outro lado, quanto mais avançada for a tecnologia, maior será a capacidade de tirar o melhor partido de todas as vantagens e, queiramos ou não, a maior parte dos combustíveis aditivados ou premium permitem vantagens aproveitadas pelas melhores tecnologias.

Ao invés, para um veículo automóvel com largos anos de presença nas nossas estradas, o seu proprietário poderá achar que no seu caso já não valerá a pena grandes investimentos até ao nível do combustível e, por via disso, apostar em produtos simples e, por via disso, mais baratos. Contudo, é por vezes nestes casos que se torna necessário melhor produtos para rentabilizar mecanismos já mais desgastados e, por via disso, menos eficientes.

Perante todo este cenário, e em termos práticos, o uso de aditivos acaba por permitir a redução dos níveis das emissões poluentes resultantes do processo de combustão nos motores dos veículos, conferindo uma maior rentabilização da potência dos blocos, diminuindo os consumos e aumentando os intervalos de manutenção com uma melhor fiabilidade dos motores.

Hoje, a investigação para a obtenção de aditivos para as melhores respostas a necessidades tão importantes como as menores emissões de poluentes ou a cada vez mais exigente eficiência energética, leva a que este tipo de produtos seja cada vez mais indispensáveis, mas será difícil dar esta realidade como um imperativo indesmentível.

Os verdadeiros aditivos

Existe um terceiro rumo em toda esta questão, muitas vezes percorrido por alguns condutores, passa pela utilização de produtos externos ao combustível, afinal os verdadeiros aditivos já que são “acrescentados” pelo próprio utilizador de acordo com características específicas que os mesmos possam atribuir.

Por definição, um aditivo para combustível é uma substância química agregada ao combustível para melhorar as respectivas propriedades e alterar as suas características. Essa substância é utilizada normalmente em pequenas quantidades, adicionada durante a elaboração do combustível, mas também, em alguns casos, comercializada para adição pelos consumidores, por exemplo, directamente nos depósitos de combustível.

Assim, se quisermos colocar etiquetas aos aditivos, facilmente encontramos grandes grupos dominantes, desde os que têm por missão controlar a sedimentação ou depósito de partículas, os melhoradores de cetano, ainda os modificadores de fricção, inibidores de corrosão e aditivos antiespuma. Existem ainda aditivos que são colocados no combustível com a missão de intervirem na questão das emissões de poluentes ao nível dos filtros de partículas.

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